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Arquitetura Sustentável - Economia para quem utiliza e esperança para gerações futuras

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02/06/2010

Arquitetura Sustentável

Economia para quem utiliza e esperança para gerações futuras.
 
O desenvolvimento sustentável é um objetivo a ser alcançado visando o atendimento das necessidades atuais sem o comprometimento da qualidade de vida das gerações futuras.

 O que torna uma arquitetura sustentável não é somente o uso de materiais recicláveis e/ou certificados, a opção de tecnologias sustentáveis, a implantação e analise das condições naturais do local, e sim, o conjunto de todos esses fatores.


A arquitetura sustentável não é uma ação concretizada, mas sim, um processo em evolução que se baseia no equilíbrio dos três aspectos da sustentabilidade: ambiental, econômico e social. Este processo se inicia a partir dos pensamentos e intenções do cliente, levantados juntamente com o arquiteto, que define as diretrizes para a elaboração do projeto. A busca pela maior sustentabilidade na construção é uma ação coletiva que abrange todos os profissionais envolvidos no projeto e execução do ambiente edificado.


De acordo com as recomendações básicas para projeto de arquitetura sustentável da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), os princípios norteadores do projeto sustentável são:


•         Aproveitamento de condições naturais do local, implantação e análise do entorno, que também são premissas da arquitetura bioclimática que considera a edificação parte do ecossistema;


•         Utilização de técnicas construtivas mais econômicas, menos poluentes e com menor impacto ambiental;


•         Busca de qualidade ambiental interna e externa;


•         Redução do consumo energético priorizando a iluminação e ventilação natural e uso de fontes alternativas de aquecimento de água e geração de energia;


•        Redução do consumo  de água através do uso de equipamentos com tecnologias de racionalização da água, sistema de reuso, captação e aproveitamento das águas pluviais;


•         Promoção da reciclagem, reutilização e redução dos resíduos sólidos;


•         Utilização de materiais certificados e renováveis, verificando processos de extração da matéria prima, beneficiamento, produção, armazenamento, transporte e condições dos trabalhadores;


•         Inovação e criação de novas técnicas e elementos projetuais.


Como a viabilidade econômica é uma das três condições para a sustentabilidade, a escolha de recursos sustentáveis na construção não significa, necessariamente, um aumento no custo da obra, principalmente, se for definida durante as etapas de concepção do projeto. Em alguns casos, podem até reduzir custos, ainda que o preço da implantação de alguns sistemas gere um custo maior do que o convencional, sua utilização proporciona economia durante o uso e ocupação do edifício.


Hoje existem dois tipos de certificações no Brasil, o LEED (Green Building Council) e AQUA (Alta Qualidade Ambiental), que são adaptações de certificações dos EUA e França, respectivamente. Porém, ainda não oferecem um processo adequado às realidades regionais culturais, econômicas e físicas permitindo uma avaliação real do resultado na edificação. Portanto a certificação se configura como um reconhecimento a um trabalho desenvolvido e seus critérios podem ser utilizados como referencias auxiliares.


A arquitetura sustentável hoje é um diferencial, porém algumas iniciativas já estão sendo exigidas legalmente, como a captação de águas pluviais e o controle de resíduos. Num futuro próximo, ela se tornará um requisito básico, pois é uma necessidade urgente nos dias de hoje e principalmente para as gerações futuras

 

Legenda das fotos:

1) Casa em Eterplac - Placa Cimentícia, sistema Steel Framing.

2) Casa Simón Vélez, conhecido mundialmente pelos seus projetos utilizando o bambu.

3) Croqui captação de água da chuva.

4) Croqui Reuso de água.

5) Edifício Residencial Cantares (2R Arquitetura), projetado com base nos princípios da arquitetura sustentável.

6) Esquadria de alumínio reciclado.

7) Casa AQUA - Protótipo de casa sustentável apresentado na Ambiental Expo 2010.

8) Tijolo de solo cimento, estrutural e modular. Uma mistura de solo e cimento, prensados e curados com água.

9) Torneira com sensor, economia de 75%. Conforto e higiene aos usuários.

10) Vaso sanitário com válvula de descarga dupla, 3 ou 6 litros.
 

 

Colaboração: 2R Arquitetura - Rachel Z. Daher e Renan Fuganti Borba, arquitetos que utilizam os princípios da arquitetura sustenável em seus projetos.
Fone: 43 3322-4933 - rachelzd.arq@sercomtel.com.br / renan.arq@sercomtel.com.br

 

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